


Herbácea · Alstroemeriaceae
Astromélia
Alstroemeria aurea
Também chamada de alstroeméria, lírio-peruano e lirio-inca.
Herbácea rizomatosa de flores exóticas com pétalas manchadas, valor comercial de corte e longa durabilidade pós-colheita.
- Origem
- América do Sul
- Ambiente
- Externo
- Época
- Primavera e verão
- Porte
- 50 cm a 1 m
Entre cultivares, também aparece em branca, amarela, vermelha, lilás, roxa e bicolor.
Características
Alstroemeria aurea forma touceiras de caules eretos com folhas resupinadas — torcidas no pecíolo — e flores em umbelas terminais. Cada flor possui seis tepalas com listras, manchas ou pontilhados que criam padrões únicos por cultivar.
Híbridos comerciais expandem paleta para vermelho, rosa, laranja, amarelo, branco e roxo, com flores de três a cinco centímetros que abrem progressivamente na haste. Durabilidade em vaso superior a duas semanas explica presença constante em floriculturas.
Adapta-se ao Sul e Sudeste brasileiros com invernos amenos e verões moderados. Rizomas profundos conferem resistência a secas curtas, mas exigem solos bem drenados para evitar podridão no verão chuvoso.
Origem
Chile e região andina da América do Sul
Cores disponíveis
Padrões manchados e listrados sobre base clara ou escura; amarelo-dourado da espécie tipo convive com rosas intensos e bicolores comerciais.
Época de floração
Floresce da primavera ao verão; hastes podem ser colhidas com botões semiabertos para abertura gradual em arranjos.
Meses mais frequentes no calendário brasileiro: setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.
Iluminação
Sol pleno ou meia-sombra com boa luminosidade; sombra profunda reduz vigor e número de hastes.
Rega
Manter solo uniformemente úmido durante crescimento; reduzir levemente no inverno, sem deixar rizomas desidratarem completamente.
Clima indicado
Aprecia verões sem calor extremo e invernos frescos; regiões tropicais quentes exigem sombra parcial e mulch refrescante.
Tipo de solo
Fresco, fértil, bem drenado, levemente ácido a neutro
Camada profunda de composto e areia melhora drenagem; mulching conserva umidade e temperatura estável dos rizomas.
Cuidados
- Plantar rizomas a 15–20 cm de profundidade em outono ou início da primavera.
- Colher hastes puxando e torcendo na base em vez de cortar, para não danificar rizomas.
- Aplicar adubo rico em potássio na primavera para estimular botões.
- Dividir touceiras a cada três anos quando produção de hastes diminuir.
- Proteger brotos jovens de caracóis e lesmas com barreiras ou controle manual.
Propagação
rizomas e sementes.
Divisão de rizomas com olhos vegetativos é padrão; sementes exigem estratificação e produzem variabilidade.
Curiosidades
- Nome homenageia o botânico sueco Clas Alströmer, discípulo de Linnaeus.
- Folhas resupinadas fazem a face inferior parecer superior, curiosidade botânica apreciada por colecionadores.
- Brasil importa milhões de hastes por ano, mas produção local cresce no Sul com clima favorável.
Animais domésticos
Contém tulipina e compostos que podem provocar vômito e diarreia se ingeridos; contato com seiva irrita pele em pessoas sensíveis.



