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Spendaza

Critérios

Como cada ficha é montada

A biblioteca só funciona se a nota 4 de luz na rosa significar a mesma coisa que a nota 4 de luz no hibisco. Este texto explica as escalas.

Uma ficha, os mesmos campos

Toda espécie passa pelo mesmo formulário interno: identificação, origem, texto descritivo, paleta de cores, época e meses de floração, luz, rega, clima, ambiente, dificuldade, solo, cuidados, propagação, curiosidades, perfume, aptidão a vaso e a corte, e observação sobre pets. Campos vazios não entram no ar — a ficha só é publicada completa.

Escalas de 1 a 5

Necessidade de luz

Quanta luz a flor precisa receber por dia?

Frequência de rega

Com que frequência o substrato precisa ser molhado?

Nível de dificuldade

Quanta experiência o cultivo exige?

Intensidade do perfume

O aroma da flor é discreto ou marcante?

Época e meses

A época resume o recorte (primavera, verão, outono, inverno, combinações ou o ano inteiro). Os meses seguem o calendário do Hemisfério Sul. Uma tulipa que floresce em abril na Europa é descrita no inverno e no começo da primavera brasileira, e com a ressalva de que o calor do Norte e do Nordeste dificulta o ciclo.

Ambiente interno ou externo

“Interno” significa que a espécie completa o ciclo em vaso, com janela adequada. “Externo” pede céu, vento e amplitude térmica de quintal. “Ambos” cobre plantas que passam o ano no vaso e aceitam temporada na varanda.

Cores

Cada ficha separa duas coisas. A cor típica é aquela pela qual a espécie é reconhecida — a que aparece na foto e a que responde pela navegação da paleta e pelo filtro de cor. A gama de cultivares lista os outros tons que o mercado oferece, e fica como informação da ficha.

A distinção existe porque quase toda espécie de jardim tem alguma cultivar branca ou rosa. Se a paleta usasse a gama completa, escolher “rosa” devolveria quase o acervo inteiro e a cor deixaria de servir como critério. Nas páginas de cor, as espécies que só chegam ao tom em cultivar aparecem em lista à parte, abaixo das típicas.

“Bicolor” entra quando a mesma flor combina dois tons de forma típica, não quando existe um cultivar raro em alguma coleção.

Pets

O selo só aparece quando não há registro relevante de toxicidade para cães e gatos nas fontes consultadas. A ausência do selo não é diagnóstico — é um pedido de cautela. Espinhos, látex e ingestão de grande volume de folha podem incomodar mesmo em espécies consideradas de baixo risco.

Imagens

A maior parte das imagens são fotografias de acervos de licença aberta, com autor, licença e link para a página de origem indicados na própria ficha. São escolhidas para mostrar a flor como assunto principal e, quando possível, um detalhe da planta.

Em um punhado de espécies não havia no acervo aberto nenhuma imagem em que a flor aparecesse como assunto — só prancha de catálogo antigo, folhagem ou registro distante. Nesses casos usamos uma ilustração digital do nosso acervo, feita a partir da descrição botânica da espécie e identificada na legenda como ilustração gerada por IA. Nenhuma imagem, fotográfica ou ilustrada, substitui a identificação em campo.

O que a biblioteca não faz

Não vende mudas, não indica loja e não substitui um agrônomo. Pragas, solo contaminado e microclima de apartamento virado para a parede pedem olho no vaso, não só na ficha.