

Bulbosa · Iridaceae
Gladíolo
Gladiolus × hortulanus
Também chamada de gladiolus, espada-de-São-Jorge e flor-espada.
Bulbo de verão com espigas verticais de flores grandes e simétricas, clássico da floricultura de corte e dos canteiros estivais.
- Origem
- África
- Ambiente
- Externo
- Época
- Verão
- Porte
- 60 cm a 1,8 m
Entre cultivares, também aparece em amarela, laranja, lilás, roxa e bicolor.
Características
O gladíolo de jardim agrupa centenas de cultivares derivados de cruzamentos entre espécies sul-africanas, selecionados por tamanho de flor, altura da haste e resistência. Suas folhas lineares dispostas em leque envolvem uma haste floral ereta que pode ultrapassar um metro em grandes variedades.
Cada espiga abre flores de baixo para cima ao longo de vários dias, permitindo colheita em diferentes estágios para arranjos. Formato funilado e textura sedosa tornam-no peça central em buquês formais e decorações de eventos.
No Brasil, plantio ocorre na primavera e floração concentra-se no verão, quando dias longos estimulam desenvolvimento. Após ciclo, cormos podem ser escavados, curados e armazenados para replantio, prática comum em regiões com inverno úmido que favorece podridões.
Origem
Híbridos de espécies africanas, especialmente da região do Cabo
Cores disponíveis
Gama comercial abrange brancos puros, amarelos limpos, salmões, vermelhos intensos, rosas, lilases e roxos; bicolores e flores com bordas onduladas ampliam opções.
Época de floração
Floresce entre dezembro e fevereiro conforme data de plantio; sequência de plantios quinzenais prolonga colheita até o outono.
Meses mais frequentes no calendário brasileiro: dezembro, janeiro e fevereiro.
Iluminação
Sol pleno indispensável; sombra reduz porte, enfraquece hastes e adia abertura dos botões.
Rega
Manter solo uniformemente úmido durante brotação e floração; reduzir após amarelecimento foliar e suspender quando folhas secarem completamente.
Clima indicado
Aprecia verões quentes e invernos secos ou frios leves; regiões muito úmidas exigem drenagem reforçada e escavação dos cormos após senescência.
Tipo de solo
Fresco, fértil, bem drenado, levemente ácido a neutro
Solos pesados devem receber areia e composto; profundidade mínima de 10 cm para cormos grandes, com base de casca de pinus ou perlita.
Cuidados
- Plantar cormos com ponta voltada para cima, a 10–15 cm de profundidade e espaçamento de 15–20 cm.
- Instalar estacas ou grades para evitar acamamento de hastes altas em vento ou chuva.
- Retirar flores murchas da espiga para estimular abertura dos botões superiores.
- Escavar cormos após folhas amarelecerem se o inverno for chuvoso; secar à sombra e guardar em local arejado.
- Tratar cormos com fungicida preventivo antes do armazenamento em regiões úmidas.
Propagação
cormos e bulbilos.
Cormos-mãe produzem cormos filhos e bulbilos nas axilas foliares; bulbilos levam dois a três anos para atingir porte comercial.
Curiosidades
- O nome Gladiolus significa “pequena espada” em latim, referindo-se à forma das folhas.
- É flor nacional da África do Sul e símbolo de força moral em diversas culturas.
- Grandiflora, nanus e primulinus são grupos clássicos de cultivares com portes e épocas ligeiramente distintas.
Animais domésticos
Ingestão de cormos ou folhas pode provocar irritação gastrointestinal leve a moderada em pets; toxicidade considerada baixa a moderada.



