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Spendaza
Boca-de-leão
Imagem: Acervo Spendaza · ilustração digital gerada por IA
Boca-de-leão
Foto: merav karo · CC BY 2.5 · Wikimedia Commons

Anual · Plantaginaceae

Boca-de-leão

Antirrhinum majus

Também chamada de Antirrhinum majus L., boca-de-leão-de-jardim e snapdragon.

Anual clássica de canteiros e vasos, com inflorescências verticais em tons variados e flores de formato peculiar que lembram uma boca aberta.

Origem
Europa
Ambiente
Externo
Época
Outono e inverno
Porte
15 cm a 90 cm
Luz
Sol da manhã
Rega
Moderada
Dificuldade
Fácil
Perfume
Sutil

Entre cultivares, também aparece em branca, creme, laranja, lilás, roxa e bicolor.

Iniciantes Vaso Flor de corte Mais segura com pets

Características

A boca-de-leão é uma das anuais mais tradicionais dos jardins temperados e subtropicais, cultivada há séculos por inflorescências densas dispostas em espigas alongadas. As flores bilaterais apresentam labelo inferior saliente e dois lobos superiores que, ao serem pressionados lateralmente, abrem e fecham como uma mandíbula — daí o nome popular e o encanto que fascina crianças e adultos.

No Brasil, desempenha melhor nas regiões Sul e Sudeste, onde o outono e a primavera oferecem temperaturas amenas e dias longos. Em climas mais quentes, floresce vigorosamente no inverno e início da primavera, recuando quando o calor intenso do verão chega. Existem cultivares anãs para bordas, intermediárias para canteiros e altas para arranjos de corte.

Além do valor ornamental, atrai polinizadores como abelhas e borboletas. A planta forma touceiras eretas com folhas lanceoladas e textura levemente cerosa. Com podas regulares de flores secas e adubação equilibrada, prolonga-se em flor por semanas, sendo excelente para composições mistas com violas, sálvias e cosmos.

Origem

Região mediterrânea da Europa e norte da África

Cores disponíveis

Há linhas puras e bicolores com garganta contrastante; tons pastéis predominam em cultivares modernos, enquanto variedades antigas exibem vermelho intenso, amarelo dourado e rosa salmão.

Época de floração

Floresce com vigor do outono ao início da primavera; em regiões frias do Sul, o pico ocorre entre maio e setembro. Em locais quentes, antecipa-se para o inverno.

Meses mais frequentes no calendário brasileiro: março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro.

Iluminação

Prefere sol da manhã até pleno sol com boa ventilação. Em regiões muito quentes, protege-se do sol da tarde para evitar murcha e encurtamento das espigas.

Rega

Mantenha o solo uniformemente úmido, sem encharcar. Reduza a frequência em dias nublados ou frios; aumente levemente durante ondas de calor seco.

Clima indicado

Adapta-se bem a invernos amenos e primaveras frescas. Tolera calor moderado, mas declina acima de 30 °C prolongados. Ideal abaixo de 800 m em regiões subtropicais.

Tipo de solo

Fertil, bem drenado, levemente ácido a neutro

Mistura com composto orgânico, perlita e areia grossa evita apodrecimento da base. pH entre 5,5 e 7,0 favorece absorção de nutrientes.

Cuidados

  • Retire flores murchas semanalmente para estimular novas espigas e evitar sementes indesejadas.
  • Adube a cada três semanas com NPK balanceado ou adubo líquido diluído durante a fase de crescimento.
  • Instale tutoragem discreta em cultivares altas para evitar tombamento após chuvas ou vento.
  • Monitore pulgões e lagartas nas brotações; jato de água ou sabão neutro resolvem infestações leves.
  • Renove plantas após o verão intenso — trata-se de anual de ciclo curto em climas quentes.

Propagação

sementes.

Semeie em bandejas com substrato fino a 18–22 °C; não cubra as sementes, pois precisam de luz para germinar. Transplante mudas com 4–6 folhas verdadeiras, espaçando 20–30 cm.

Curiosidades

  • O mecanismo das pétalas que se abrem ao serem apertadas funciona como armadilha para certos insetos polinizadores.
  • Na Idade Média, acreditava-se que boca-de-leão tinha propriedades protetoras contra feitiços.
  • Cultivares gigantes podem ultrapassar 90 cm e são usadas em arranjos florísticos comerciais.

Animais domésticos

Considerada de baixa toxicidade para cães e gatos; ingestão em grande quantidade pode causar leve desconforto gastrointestinal.

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