

Anual · Plantaginaceae
Boca-de-leão
Antirrhinum majus
Também chamada de Antirrhinum majus L., boca-de-leão-de-jardim e snapdragon.
Anual clássica de canteiros e vasos, com inflorescências verticais em tons variados e flores de formato peculiar que lembram uma boca aberta.
- Origem
- Europa
- Ambiente
- Externo
- Época
- Outono e inverno
- Porte
- 15 cm a 90 cm
Entre cultivares, também aparece em branca, creme, laranja, lilás, roxa e bicolor.
Características
A boca-de-leão é uma das anuais mais tradicionais dos jardins temperados e subtropicais, cultivada há séculos por inflorescências densas dispostas em espigas alongadas. As flores bilaterais apresentam labelo inferior saliente e dois lobos superiores que, ao serem pressionados lateralmente, abrem e fecham como uma mandíbula — daí o nome popular e o encanto que fascina crianças e adultos.
No Brasil, desempenha melhor nas regiões Sul e Sudeste, onde o outono e a primavera oferecem temperaturas amenas e dias longos. Em climas mais quentes, floresce vigorosamente no inverno e início da primavera, recuando quando o calor intenso do verão chega. Existem cultivares anãs para bordas, intermediárias para canteiros e altas para arranjos de corte.
Além do valor ornamental, atrai polinizadores como abelhas e borboletas. A planta forma touceiras eretas com folhas lanceoladas e textura levemente cerosa. Com podas regulares de flores secas e adubação equilibrada, prolonga-se em flor por semanas, sendo excelente para composições mistas com violas, sálvias e cosmos.
Origem
Região mediterrânea da Europa e norte da África
Cores disponíveis
Há linhas puras e bicolores com garganta contrastante; tons pastéis predominam em cultivares modernos, enquanto variedades antigas exibem vermelho intenso, amarelo dourado e rosa salmão.
Época de floração
Floresce com vigor do outono ao início da primavera; em regiões frias do Sul, o pico ocorre entre maio e setembro. Em locais quentes, antecipa-se para o inverno.
Meses mais frequentes no calendário brasileiro: março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro.
Iluminação
Prefere sol da manhã até pleno sol com boa ventilação. Em regiões muito quentes, protege-se do sol da tarde para evitar murcha e encurtamento das espigas.
Rega
Mantenha o solo uniformemente úmido, sem encharcar. Reduza a frequência em dias nublados ou frios; aumente levemente durante ondas de calor seco.
Clima indicado
Adapta-se bem a invernos amenos e primaveras frescas. Tolera calor moderado, mas declina acima de 30 °C prolongados. Ideal abaixo de 800 m em regiões subtropicais.
Tipo de solo
Fertil, bem drenado, levemente ácido a neutro
Mistura com composto orgânico, perlita e areia grossa evita apodrecimento da base. pH entre 5,5 e 7,0 favorece absorção de nutrientes.
Cuidados
- Retire flores murchas semanalmente para estimular novas espigas e evitar sementes indesejadas.
- Adube a cada três semanas com NPK balanceado ou adubo líquido diluído durante a fase de crescimento.
- Instale tutoragem discreta em cultivares altas para evitar tombamento após chuvas ou vento.
- Monitore pulgões e lagartas nas brotações; jato de água ou sabão neutro resolvem infestações leves.
- Renove plantas após o verão intenso — trata-se de anual de ciclo curto em climas quentes.
Propagação
sementes.
Semeie em bandejas com substrato fino a 18–22 °C; não cubra as sementes, pois precisam de luz para germinar. Transplante mudas com 4–6 folhas verdadeiras, espaçando 20–30 cm.
Curiosidades
- O mecanismo das pétalas que se abrem ao serem apertadas funciona como armadilha para certos insetos polinizadores.
- Na Idade Média, acreditava-se que boca-de-leão tinha propriedades protetoras contra feitiços.
- Cultivares gigantes podem ultrapassar 90 cm e são usadas em arranjos florísticos comerciais.
Animais domésticos
Considerada de baixa toxicidade para cães e gatos; ingestão em grande quantidade pode causar leve desconforto gastrointestinal.



